quarta-feira, 22 de maio de 2013

A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E DAS BRINCADEIRAS


Um jogo é definido como uma atividade em que exista um jogador e regras. E, em sala de aula, por muito tempo foi visto como um passatempo, como uma “enrolação”. Superando essa visão tradicional, propõem-se o jogo como um instrumento de aprendizagem e desenvolvimento de habilidades matemáticas. Segundo Smole a,


 [...] a dimensão lúdica envolve desafio, surpresa, possibilidade de fazer de novo de querer superar obstáculos iniciais. Esse aspecto lúdico faz do jogo um contexto natural para o surgimento de situações-problema cuja superação exige do jogador alguma aprendizagem e certo esforço na busca por sua solução (p. 12).


Nesse sentido, a autora afirma que o jogo permite o desenvolvimento da autonomia, da autoconfiança, e reduz consequência de erros, permitindo a avaliação das estratégias. Afirma também que é através da interação com outros pares que a criança descentraliza-se, aprende a olhar o que está ao seu redor. 

Pensando no desenvolvimento do raciocínio, Smole afirma que, sem a interação social, a lógica de uma pessoa não se desenvolveria plenamente, porque são nas situações interpessoais que ela se sente obrigada a ser coerente, é em grupo que sentirá a necessidade de pensar naquilo que dirá, que fará, para que possa ser compreendida. Ao sistematizar sua ideia, a autora conclui que “o jogo é uma das formas mais adequadas para que a socialização ocorra e permita aprendizagens”. (Smole a, p. 13).

Para Kamii (apud Alves, 2010), os jogos também podem ser interessantes dentro da sala de aula, uma vez que são prazerosos no cotidiano dos alunos. Segundo a autora, “os jogos em grupos usados em sala de aula, devem ser incentivados não pelo simples fato de ensinar as crianças a jogar, mas sim porque promovem a habilidade de coordenar pontos de vista”. A autora fundamenta-se em Piaget, pesquisador suíço que investigou como se dá o desenvolvimento da inteligência pelos seres humanos, e acredita que os jogos fornecem elementos que devem ser colocados em sala de aula, pois são interessantes e encorajam as crianças a trocar ideias com seus colegas. Segundo Piaget, as crianças de 3 a 6 anos estão no período pré-operatório, e possuem algumas características de pensamento como a irreversibilidade (faz julgamentos perceptuais); a centralização (só se concentra em uma relação, em uma característica); o realismo intelectual, onde a fantasia e a realidade coexistem  e o egocentrismo,  em que a criança se centra no seu eu. O conhecimento, para este autor, é construído pelas interações que a criança faz com o mundo, e é justamente neste aspecto que os jogos desempenham o importante papel de ampliar as relações entre as crianças e seus pares. A inteligência é resultado das características biológicas, das transmissões sociais e do conhecimento adquirido através das experiências físicas e sociais. Assim, Kamii e De Vries (1991), ainda baseadas em Piaget, preferem os jogos grupais e sugerem alguns critérios de escolha das atividades lúdicas em que o jogo deve ser desafiador, propiciar a auto avaliação e permitir participação de todos.

Machado (apud Alves, 2010), afirma que essas atividades proporcionam o gosto e o prazer pelo estudo, são atividades motivadoras que conduzem à investigação de novas técnicas. Para o autor, essas atividades fornecem ao aluno a oportunidade de se tornar sujeito ativo e participante do processo de aprendizagem. O autor esclarece essa defesa quando explicita que o

[...] jogo pode ser um elemento fundamental para a ultrapassagem de uma concepção matemática que condena seu ensino a uma organização rigidamente linear, como se todo conteúdo tivesse que ser estruturado e apresentado de modo fragmentado, passo a passo. (Machado apud Alves, 2010, p. 27).

Os jogos também são importantes para mostrar que o ganhar e o perder fazem parte da vida e que é necessário seguir regras, desenvolver estratégias cada vez mais elaboradas. Solucionar problemas e desafios será também usado na vida. Apesar de todo jogo desenvolver habilidades e possuir regras, o que diferencia o jogo pedagógico do lúdico é a finalidade educativa, o trabalho com conteúdos. Qualquer jogo poderá ser pedagógico se o professor apresentar desenvolvimento de conteúdo e pela sua interação. Mas é preciso um equilíbrio entre o lúdico e o educacional, pois se não houver o lúdico não será jogo, e se só houver o educativo será apenas material didático.

O jogo é excelente para trabalhar qualquer tipo de conteúdo, pois crianças e até adultos participam por inteiro da atividade. Repensam suas ações e seguem uma regra que deve ser executada por todos. No jogo, há quatro etapas para o processo do conhecimento, da aprendizagem:

 
- exploração das matérias e aprendizagem das regras;   

- prática do jogo e construção de estratégias;

-resolução de situações-problemas;

- análise das implicações do jogo.

 

Referências :

ALVES, E. M. S. A ludicidade e o ensino de matemática. 6.ed. Campinas: Papirus editora, 2010.      

SMOLE, K. S.; DINIZ, M. I.; CÂNDIDO, P. Cadernos do Mathema- jogos de matemática de 1° ao 5° ano. Porto Alegre: Artmed, [?]a

SMOLE, K. S.; DINIZ, M. I.; CÂNDIDO, P. Brincadeiras Infantis nas aulas de matemática- matemática de 0a 6. Vol 1.Porto Alegre: Artmed, 2000b

Um comentário:

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